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    QUANTO ESTÁ VALENDO

               

     

     

    Você já se perguntou quanto vale a beleza de estar ao seu lado? Esses dias indo para a faculdade foi a mim proferida esse tipo de pergunta, e sabe no momento em que ouvi não sabia o que realmente deveria responder, quanto vale, estar na frente do espelho arrumando o cabelo, maquiando os olhos, pintando a boca e escolhendo uma boa roupa para sir de casa? Quanto vale, acordar sempre mais cedo porque na hora de sair você tem que estar bonita? Quanto vale o estudo investido durante anos da sua vida e pensar que você pode dizer... Sou universitária, será que isso tem algum valor no mercado de carnes vivas que perambulam pelas ruas a vender os próprios corpos?

                Não sei realmente, se respondesse, o quanto acho que estou valendo, se o moço na minha frente pagaria, mas sabe esse tipo de pergunta me coloca para baixo e responder me firmaria naquela situação, quanto estou valendo, pelas palavras proferidas gentilmente e educadamente, essas adquiridas em anos de estudo, podia ter dito milhões... Mas não, apenas respondi que não estava estudando e me dedicando a entender a lógica das conjunturas da vida em grupo, de uma determinada sociedade para no fim responder, quanto valia minha presença ao lado dele. A vida e a cultura não se resumem em Quanto? Quando? Por quê? Vivemos a procurar espaços sociais que nos aceitem, somos parte desses espaços e dessas utopias de vida, não aceito que as pessoas sempre vejam que a compra ainda é o melhor jeito de chegar e adquirir algo, ter dinheiro é muito bom, mas ter dignidade é mais recompensador! 

                Adiante dessa discussão sobre o quanto estava valendo minhas voluptuosas carnes, expliquei que estava ali para também saciar meus desejos, assim como ele, mas ainda assim era mecânica a pergunta de quanto está valendo? Quem está valendo mais aqui, eu ou você? Nosso desejo? Seu desejo? Meu desejo? Quem deveria pagar quem, quem deveria perguntar a quem, quem deveria dispor do dinheiro, da farra de pagar, da farra de ser pago, do estado de estar comandando a situação, seja financeira, seja corporal, seja de desejo. Quem realmente queria ser pago ou queria pagar? quem realmente queria estar ali... A vida segue e continua o que passou está lá atrás, não paguei, não fui paga, realizei o desejo e saciei o meu... Um dia normal? Não um dia de ir a universidade adquirir conhecimento e desfrutar do espaço onde vou fazer da minha história algo melhor... Espero que não perguntem mais o quanto estou valendo porque com certeza vou responder... MILHÕES. Lins Roballo – 04 de julho de 2009. Eu volto...       

     

     



    Escrito por Lins Roballo às 16h55
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