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    MISTÉRIOS DO ABANDONO

                Há algum tempo eu venho revendo algumas histórias, verídicas ou fantasiosas, misteriosas ou reais, mas que sabe impõe dentro de mim um sentido maior do que sou hoje em dia... Há história que conto hoje é verídica sim, um pouco fantasiosa, com uma pitada de mistério infantil, mas que por durante muito tempo fez parte da minha vida...

                Havia na frente da minha escola um antigo cinema, uma casa caindo os pedaços, com algumas janelas, e com aquela cor amarela meio desbotada, que continha dentro dela muitos mistérios, morava no cinema uma senhora idosa, com muitas marca do tempo em seu rosto, cabelos meio crespos, meio lisos, com aquela cor cinza e algumas mechas brancas aqui e ali...

                Ela era o conto vivo na porta da minha escola, era um cinema abandonado, ou uma casa amaldiçoada? Não sei explicar, mas aquela turrona mulher que vivia ali dentro era como aquelas tenebrosas bruxas dos magníficos contos de fadas, que por vezes pareciam que foram escritos ali, como um personagem assombroso ela vagava envolta de seu castelo abandonado conversando sozinha, não sei se dialogava consigo mesma ou com seus fantasmas.

                Perto do muro do lado de dentro do pátio havia uma majestosa pitangueira, que como à senhora deveria ter seus secretos mil anos, nós subíamos no muro, catar uma a uma as vermelhas pitangas, doces pitangas que se postavam ao alcance de nossas pequeninas mãos, e por inúmeras vezes pude ver a velha sentada à janela de sua casa observando nossa atitude.

    No seu calabouço, presa aos seus tormentos, aquele ser permaneceu por grande parte da minha infância, criando histórias, mexendo com a nossa imaginação, o velho cinema sempre me possibilitou viagens, inúmeros questionamentos sobre quem era ela? Como havia parado ali.

    Com a chegada da adolescência, passei a me preocupar com outras coisas, e sabe um dia, percebi que a velha sumiu, e sem nenhum aviso o cinema e também havia sumido, juntamente com a casa abandonada, e toda a magia que ali estava presa, não sei para onde levaram a personagem, sei que ainda na minha memória persiste a lembrança daquele quadro em preto e branco, coberto de luz e assombrado de histórias que a velha casa possibilitou, aquele misterioso cinema vivo, então como a minha infância sumiu... Beijus eu volto... Lins Roballo 

    Música Para compor a Leitura

    (comentem please)



    Escrito por Lins Roballo às 04h54
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